Ao sair mais cedo de uma reunião do Moto Clube, um veterano motociclista de Fortaleza foi barrado numa imensa blitz que o DETRAN fazia nas proximidades. Uma funcionária do DETRAN, famosa por sua antipatia, já um tanto avançada na idade, foi inspecionar sua motocicleta, uma linda e reluzente Shadow vinho, bem como a respectiva documentação.
Verificou luz alta, luz baixa, buzina, setas, luz de freio, pneus, etc. Tudo perfeito, afinal era a motocicleta de um motociclista que zela e cuida muito bem da moto. A fiscal pediu os documentos da moto e habilitação do piloto. Os documentos foram entregues e a funcionária do DETRAN devolveu-lhe a habilitação mandando-lhe, de forma ríspida, que retirasse a proteção plástica que envolvia o documento.
Diante desta descabida ordem, o motociclista alegou que o documento vem do próprio DETRAN com aquela proteção e que não via razão para retirá-la. A rabugenta fiscal insistia para que ele retirasse o plástico alegando que precisava sentir a textura do papel para saber se não era um documento falsificado.
Pronto! Naquele momento o lado gentil do nosso veterano companheiro de duas rodas foi esquecido e ele respondeu desta forma:
- Olha aqui minha senhora, eu tenho mais de quarenta e cinco anos de habilitação, a senhora pode até entender de textura, mas de textura de panela num fogão ou suja numa pia, de penico sujo ou de roupa num tanque! Chame o chefe desta blitz porque eu não vou tirar o plástico da minha habilitação!
Veio um sargento e depois um oficial. Este, por fim, liberou o motociclista, concordando com ele afinal, sobre que tipo de textura a encrenqueira fiscal deveria ser expert.
Texto: Luiz Almeida – Membro do Moto Clube XT – Fortaleza-Ce
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