A moto é o ganha pão de muita gente. Veja como esses profissionais driblam o stress e o trânsito do cotidiano, sem abrir mão da segurança. Por economia, necessidade ou um objeto de desejo, as motos são os transportes mais rápidos e que fazem a cabeça de muita gente. No trabalho, é a ferramenta ideal para quem “briga” no dia-a-dia contra o tempo, principalmente, no sistema delivery, ou seja, aquele segmento em que o produto é entregue em domicílio. Além de mercadorias transportadas, há profissões em que o veículo serve como meio de transporte para pessoas, como os famosos mototáxis.
Moto girl Crislande Bastos, há 6 anos no ramo, diz que é fundamental respeitar o trânsito (Foto: Kid Júnior)
Moto táxi Willame Cavalcante diz que, além do trânsito, profissional deve ficar atento à violência urbana
Moto entregador Erandir Silva, 13 anos na profissão: pressa para deixar os remédios
Assim é como vive e trabalha Willame Cavalcante, mototáxista, há sete anos no ramo. Segundo ele, sua área de atuação é no bairro da Aldeota. “Mas isso é muito relativo. Acabo rodando pelo Papicu, Siqueira ou mesmo a Barra do Ceará. Na verdade, pelas corridas, a gente acaba andando a cidade toda”, argumenta.
Como sua função é transportar pessoas, Willame informa que todo o cuidado é pouco. Nesse caso, ele avisa, sua atenção é redobrada em termos de segurança para que o passageiro chegue ao seu destino salvo. Apesar da cautela no trânsito, o profissional salienta que é necessário estar atento também à violência urbana. “A gente procura ver o horário, o bairro, a pessoa, para justamente evitar algum assalto ou qualquer coisa neste sentido”, enfatiza.
O profissional confessa que no seu trabalho é comum encontrar clientes apressados que pedem para ele andar mais rápido. “Com clientes assim, eu fico com mais cautela porque desse jeito você acaba costurando o trânsito. Pessoas desse jeito, eu até dispenso. Por causa desse comportamento, inclusive, eu já cheguei a rejeitar uma corrida”, detalha.
O mototaxista não nega que seu trabalho é arriscado. Ele próprio já sofreu acidentes. “Porém, nada sério”, lembra. Para evitá-los, o “expert do asfalto” dá várias dicas. A principal, afirma ele, é que o profissional seja cuidadoso e olhar o trafégo como um todo. “O grande lance é trafegar de uma maneira preventiva, isto é, estar atento pela gente e pelo outro, pois, no trânsito, na maioria das vezes o outro descuida e acaba colidindo em você”, acrescenta.
Para a motogirl Crislande Bastos, há seis anos no ramo de cobrança, cujo meio de locomoção é sobre uma moto, ela tem a mesma opinião do mototáxista ao avaliar que o veículo é perigoso. Entretanto, ela salienta que a culpa pode ser muitas vezes de quem pilota a moto, já que este gosta de “ultrapassar” certos limites, como o da velocidade.
Para evitá-los , ela afirma que no seu cotidiano tenta andar em equilíbrio, nem devagar nem veloz demais. “Ando pelo lado correto e sempre faço as ultrapassagens pela esquerda”, acrescenta.
Amor pelo trabalho -No ramo de remédios, o motoqueiro-entregador da Farmácia Menino Deus, Erandir Silva, há 13 anos nesta profissão, declara que ama o que faz, mesmo considerando um trabalho um pouco arriscado. “O meu trabalho requer um pouco de pressa, já que cuida da saúde das pessoas entregando remédios. Mesmo assim dá pra ser tranquilo”.
De acordo com ele, ao contrário do que se pensa, são os carros que são os culpados por acidentes nas ruas, embora ele assuma que sua categoria tenha uma boa parcela de culpa.
Polêmicas à parte, Erandir afirma que para evitar dores de cabeça, o piloto tem que respeitar os sinais de trânsito, andar com capacete, uma roupa adequada e “dirigir por você e pelos outros”, finaliza.
DICAS
* Cautela no trânsito
* Atenção redobrada na pista molhada
* Não ultrapassar pela direita
* Não sair costurando entre os carrros
* Velocidade baixa
* Observar o trânsito e segurança nos bairros
* Manter manutenção da moto em dia
* Andar de capacete e com roupas adequadas
* Evitar, se possível, trabalhar de moto no período noturno
JOTA POMPÍLIO - Repórter - MATÉRIA PUBLICADA NO DIARIO DO NORDESTE |