Confesso que estava bastante ansioso pelo primeiro contato com a novíssima Honda HORNET, afinal era a primeira apresentação de uma moto na nossa MOTO REVISTA e não era uma moto qualquer, mas a novíssima 600cc da Honda, lançamento nacional e com uma ficha técnica de impressionar. Motor quatro cilindros em linha com 96,58cv refrigerado a água, herdado da brevíssima 600 RR.
Gentilmente, cedida pela Fort Motos* começamos a apreciá-la pelos detalhes: painel, pedaleiras, banco e pintura, tudo mostra que é um produto ‘Made in HONDA’, ou seja, acabamento de primeira. Ao se ligar a ignição se ouve o “ronco” do motor, que é uma das coisas mais gostosas de uma moto de quatro cilindros em linha. Que delícia! Depois de umas voltas em baixa velocidade para ver o seu comportamento, nos surpreendeu a facilidade de fazer manobras, pois em poucos segundos já estávamos nos sentindo em casa, o que significa que no trânsito da cidade ela não vai ficar amarrada atrás dos carros. Essa característica da Hornet nos agradou bastante, ela é muito dócil. Pela quantidade de cavalos que o seu motor possue esperávamos um comportamento mais indócil, mas a cavalaria está toda lá, sempre disponível, porém de uma forma “educada”.
Moto que anda (e muito) tem que parar e nessa hora são os freios uma das primeiras coisas que todos devemos testar, e os da Hornet são simplesmente fantásticos. De todas as motos que já andamos, esses são de longe os melhores: fortes e bem maleáveis, são dois discos de 296mm de diâmetros com pinças de dois pistões na dianteira e um disco de 220mm na traseira surpreendentemente fácil de se utilizar. Nota 10 neste quesito.
Para finalizar, demos umas voltas pelo autódromo para verificar o seu comportamento nas curvas. Traduzir o que sentimos em palavras? Passaríamos o dia todo naquela atividade sem reclamar. A Hornet é uma moto fácil de conduzir tanto em baixa como em alta velocidade, boa de utilizar na cidade e melhor ainda em estradas, se as nossas estradas não tivessem tantos buracos e limites de velocidade. Infelizmente tivemos que devolvê-la e ficamos com a sensação de “QUERO MAIS”.

Jan-2005 – Texto: Adelino
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