Recentemente convidei um amigo para participar de um curso de pilotagem, no qual, juntamente com três amigos pilotos de motovelocidade, iríamos repassar experiências de como andar rápido em uma pista fechada (pista do autódromo), compartilhar informações ou simplesmente melhorar a “tocada”. A resposta que ele me deu, além de deixar-me sem graça, lembrou-me uma reação parecida quando fiz meu primeiro curso de pilotagem. Ele disse-me: “cara, tenho dez anos de pilotagem, o que eu aprenderia neste curso?”. Falei sobre técnicas de frenagem, de curvas e do prazer de fazer uma curva, no limite. Não fui convincente, pois ele não aceitou o convite.
No ano de 2000 o motoclube Esquadrão do Asfalto promoveu um curso de pilotagem. Eu e o Luís Carlos Bento, ambos pilotos de motovelocidade, fomos olhar o que eles iriam ensinar. Pensávamos que nada teriam para nos acrescentar. Santa ignorância a nossa. O Maresia e o Gabriel Jr. eram os mentores do curso e logo que souberam que eu tinha uma moto preparada para corrida (CB200) me convidaram para dá umas voltas lá no autódromo. No dia seg uinte estava eu lá achando que sabia tudo, sai seguindo o Braguinha (instrutor do curso) e quase morri de susto, quando na curva do desespero ele apontou para mim o traçado que deveria fazer. Vocês não têm noção de quanto aquilo me impressionou: como era possível, eu me acabando para acompanhá-lo e, ele com uma mão só fazendo aquela curva como se fosse a coisa mais natural do mundo? Foi aí que eu vi que o buraco era mais embaixo. Dois anos mais tarde fiz outro curso de pilotagem, desta vez com o Luís Carlos Cerciari (pentacampeão brasileiro de superbike) e foi outro banho de informações.
Como se pode vê cursos de pilotagem não são novidades aqui no Brasil e nem no Ceará. Na década de 80 tínhamos o curso do Gabriel Marazzi (revista Duas Rodas). O Gabriel reunia duas coisas prazerosas: repórter de revista e instrutor de pilotagem. Trabalhar naquilo que gosta faz a diferença, e que diferença! Se você olhar na revista MOTO! ou na revista MOTOCICLISMO vai encontrar anúncios de cursos de pilotagem com pilotos da motovelocidade da categoria SuperSport nacional: o Cerciari e o Sccudeler. Outro que ministra cursos é o norte americano Keith Code (instrutor de alguns pilotos do mundial de motovelocidade) da escola de pilotagem “Califorina Superbike School”, e recentemente esteve ministrando cursos no Brasil. Ele também já escreveu três livros sobre o assunto: “A Twist for the Wrist”, “A Twist for the Wrist II” e “The Soft Science of RoadRacing”.Uma das formas de conferir se os cursos valem ou não a pena é falar com quem já fez.
Portanto, vale a pena conferir os cursos de pilotagem, pois eles sempre acrescentam informações e dicas e, através da troca de experiências melhoram a pilotagem te dando mais confiança na condução de sua moto. |